Foto/Reprodução
Exclusividadd do Fantástico - A mulher que denunciou Felipe Prior por estupro cometido em 2014 deu detalhes do crime pelo qual o ex-BBB foi condenado recentemente a seis anos de prisão em regime semiaberto.
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Em entrevista ao Fantástico, a vítima, atualmente com 31 anos, explicou que conheceu Prior na época em que eles faziam faculdade de arquitetura em uma instituição privada de São Paulo, mas eram de períodos diferentes. Os dois se aproximaram por intermédio de uma amiga em comum, e combinaram um esquema de caronas porque todos “moravam próximos” na zona norte da capital.
Prior machucou sua parte íntima e provocou sangramento. “Quantas vezes eu preciso falar ‘não’ para a pessoa entender que ela está me machucando? Que está me violentando? E ele é muito mais forte que eu. Eu não tinha como sair dessa situação. Foi bem doloroso. Eu gritei, começou a sair muito sangue. Foi o susto que ele teve que levar para parar a situação, porque fez uma poça de sangue no carro dele, nele, ele perguntou se eu queria ir para o hospital, aí eu falei que ‘não’, que eu só queria ir para minha casa.”
A madrugada do crime
No dia 8 de agosto de 2014, Themis foi com uma amiga a uma festa universitária que antecedia o InterFAU, competição esportiva em que participam diversas turmas de faculdades de Arquitetura e Urbanismo do estado de São Paulo. O evento aconteceu na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP).
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"A gente bebeu, eu tinha terminado o namoro fazia uns dois, três meses. Ela também tinha terminado o namoro recentemente. A gente estava meio curtindo uma fossa, mas estávamos juntas."
"Na hora de ir embora, cruzei com o Prior e falei: 'Ah, oi, tudo bem? Mas já estou indo embora'. E ele: 'Ah, também tô indo, você quer uma carona?'. Aí falei: 'Tá bom'. Minha amiga também morava na Zona Norte", conta.
Themis disse que, a princípio, não suspeitou de nada porque já conhecia Prior há bastante tempo: "Eu já tinha pegado carona com ele diversas vezes, não me parecia um risco, que algo pudesse acontecer".
Depois do crime
Ao chegar em casa, Themis disse que foi direto para o banheiro e tentou estancar sozinha o sangue, mas não conseguiu, porque estava com a pressão baixa. "Fui acordar minha mãe e pedi para ela me ajudar. Ela deu uma olhada no machucado, levantou e falou: 'A gente vai para o hospital'."
Na unidade de saúde, a jovem foi atendida por uma médica que atestou o ferimento: uma laceração de grau 1 -- compatível com fricção de pênis ou introdução de outro instrumento na vagina, segundo o prontuário médico ao qual o g1 e o Fantástico tiveram acesso.
"A médica me perguntou diversas vezes. Perguntou para minha mãe o que de fato tinha acontecido. Que lá era um lugar seguro, que eu podia confiar nela, que era necessário falar a verdade, mas eu não quis falar. Falei que tinha sido um namorado. Eu estava com vergonha, medo", disse.
No dia seguinte, por uma rede social, Prior mandou uma mensagem para Themis perguntando como ela estava. Ela pediu para ele que não contasse a ninguém o que havia acontecido naquela noite.
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"E a gente nunca mais se falou. Essa foi a última vez que a gente se falou. Na vida", afirmou.