Brasil
VIDEO - Mulher morta a tiros na frente de bar estava separada do suspeito há três meses

Publicado em 24/07/2024 11:15

Foto/Reproducao


do g1 - A mulher de 35 anos que foi morta a tiros em frente a um bar em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, estava há três meses separada do ex-companheiro, que é suspeito do crime, Felipe Silva de Almeida, 28 anos. Aline Ribeiro da Rosa tentava recomeçar a vida sem ele cuidando dos três filhos. O homem se entregou à polícia na noite desta terça-feira (23).

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Moradora de Aracruz, Aline morava em uma casa de aluguel com os filhos de 1, 4 e 15 anos, e fazia alguns trabalhos informais. As duas crianças mais novas são filhas de Felipe, com quem Aline se relacionou por cinco anos.

Segundo pessoas próximas, os filhos da vítima estão perguntando pela mãe. A mais nova, que ainda era amamentada, fica chamando por ela.

Aline Ribeiro da Rosa, de 35 anos, foi morta a tiros em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. — Foto: Arquivo pessoal
Aline Ribeiro da Rosa, de 35 anos, foi morta a tiros em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. — Foto: Arquivo pessoal

De acordo com a família, a convivência entre os dois era conturbada e Felipe já teria agredido a vítima em outras ocasiões. Inclusive, a mulher já teria retirado uma queixa que ela fez na polícia a pedido do próprio suspeito.

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“Nós avisamos ela. A irmã só faltava ajoelhar para pedir para ela largar ele. Toda vez que ele aprontava, ele pedia perdão e os dois voltavam. Pediu pra ela retirar a queixa; ela foi lá e retirou a queixa. Entrou em contato com ele de novo e agora ele tirou a vida dela”, lamentou a cunhada Simone Cristina. 

No Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado que Aline ligou para a polícia momentos antes do crime, enquanto estava no bar, e relatou que estava sendo ameaçada pelo seu ex-esposo. Uma viatura da Polícia Militar (PM) foi enviada ao estabelecimento por esse motivo, mas quando chegou ao local a mulher já estava baleada.

Veja o vídeo:

Ex mata mulher a tiros na frente de bar em Aracruz 

“Ela ligou para a polícia minutos antes de tudo acontecer. É falta de justiça. Parece que o nosso Brasil não tem uma defesa para mulheres. Não tem. As mulheres estão morrendo. Essa justiça chegou tarde [pra Aline]. Dissemos para ele olhar para o lado dos filhos, mas ele era louco, doente. E ele cumpriu o que falou”, contou Simone. 

A família de Aline tem medo do suspeito, que, segundo os irmãos, já teria atirado contra a casa da mãe da ex-companheira, em junho de 2024, quando ele esteve no local procurando pela vítima e não a encontrou.


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