Foto/Reprodução
Câmeras de segurança registraram o momento em que o influenciador digital Diego Henrique Barbosa, de 37 anos, dono da página “Carros de Baiano”, foi executado a tiros no Parque São Domingos, na Zona Norte de São Paulo.
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As imagens, divulgadas pelo portal “Metrópoles”, mostram que um veículo prata se aproximou da vítima e uma pessoa abriu a porta, efetuando vários disparos (veja abaixo). A motivação do crime ainda é um mistério.
O crime ocorreu na última sexta-feira (2). Diego, que gerenciava a página no Instagram com mais de 1,2 milhões de seguidores, foi morto enquanto deixava a casa da namorada. A Polícia Militar foi acionada e quando chegou ao local ainda encontrou o influenciador consciente. Ele foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O caso é investigado pelo 33º Distrito Policial de São Paulo, que analisa as imagens para tentar identificar os assassinos. A delegada Nilze Baptista Scapulatiello, responsável pelas investigações, disse que ainda não está clara qual foi a motivação do crime.
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“São várias linhas de investigação. Ainda não se sabe se foi um crime passional, patrimonial ou se foi em razão desse tipo de página que ele mantinha, em que ficava ridicularizando as pessoas. Era um conteúdo muito pejorativo, um preconceito idiota. Você vê os comentários? Tem várias pessoas fazendo ameaças de morte”, disse ela ao “Metrópoles”.
A investigadora disse, ainda, que Diego chegou a balbuciar o nome de quem ele acreditava ser o autor dos tiros. “Ele deu um pré-nome, disse que achava que era uma pessoa. Ele balbuciou algumas palavras”, destacou ela.
Por enquanto, nenhum suspeito foi preso pelo crime.
Perfil polêmico
A página “Carros de Baiano” ficou conhecida por mostrar veículos modificados e fazia comentários preconceituosos. Ela chegou a ser envolvida em um processo por fazer piadas com um vídeo que mostrava uma revelação de sexo de bebê.
Em entrevista ao site G1, a advogada Suzana Ferreira, que trabalhou para Diego em 2021, disse que ele não gostava que soubessem que era o administrador do perfil.
“No meio da pandemia começaram páginas a serem desativadas, passei a trabalhar com isso e um cliente me recomendou para ele depois que o perfil dos carros foi derrubado por violar diretrizes. Aí, então, fizemos essa parceria de trabalho. A página dele ativava, desativava. Depois ele conseguiu que ela parasse de violar diretrizes e deu tudo certo. Mas ele não dava publicidade. Se alguém perguntava, ele escondia e dizia que fama na internet não era com ele não. Tinha que viver no anonimato”, disse ela.
Suzana acredita que o crime não tenha relação com o perfil no Instagram. “Estão especulando se foi pelas ‘piadas’ da página, se foi alguma coisa que envolve as coisas da página. Sou criminalista há mais de 10 anos e eu duvido muito que tenha sido pela questão do trabalho dele. Foi uma morte encomendada por outro motivo”, disse ela.
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