Foto/Reproducao
Do Portal da Tropical - Um vídeo impressionante enviado à produção da TV Tropical expõe a realidade enfrentada por moradores da zona rural de Ielmo Marinho durante o período chuvoso. Nas imagens, uma família aparece atravessando um trecho completamente alagado com um caixão em uma balsa improvisada, devido à falta de acesso por estrada.
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A situação foi registrada na comunidade conhecida como Chã de Moreno, também chamada de Igreja Nova. Segundo relatos, o alagamento é recorrente e atinge a região sempre que há chuvas mais intensas, dificultando a locomoção de moradores e impedindo a passagem de veículos.
De acordo com informações repassadas por um morador, a travessia ocorreu durante o cortejo de um homem que morreu após um infarto. Sem condições de acesso para carros, familiares precisaram improvisar uma balsa para conseguir levar o corpo até o cemitério da localidade.
Além do impacto emocional da cena, o caso reforça as dificuldades enfrentadas pela população, que precisa recorrer a soluções improvisadas para garantir o deslocamento, especialmente em períodos de cheia do Rio Potengi, que atinge diretamente a passagem entre comunidades da região.
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A equipe de reportagem também buscou posicionamento do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte, que informou que o trecho não integra a malha rodoviária estadual e, portanto, não é de sua responsabilidade.
Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante afirmou que tem conhecimento da situação e apontou que a solução definitiva para o problema seria a construção de pontilhões nas áreas afetadas, especialmente diante do aumento das cheias do Rio Potengi.
O município informou ainda que busca recursos e apoio federal para viabilizar obras estruturais, alegando dificuldades financeiras e pendências herdadas de gestões anteriores. Enquanto isso, a gestão municipal garantiu que pretende adotar medidas emergenciais e disponibilizar máquinas para tentar liberar o acesso de pessoas e veículos assim que possível.
Moradores cobram soluções efetivas para um problema que, segundo eles, se repete todos os anos e compromete o acesso a serviços básicos na comunidade.
Assista o vídeo: