Brasil
Trama da morte de ex-modelo que teve o corpo incendiado envolve drogas, sexo e traição
Segundo os investigadores, ela foi vítima de uma emboscada armada por uma outra mulher

Publicado em 03/03/2023 14:50

Foto/Reprodução


De O Globo - Polícia Civil de São Paulo investiga o assassinato brutal de uma ex-modelo identificada como Aline Laís Lopes, de 34 anos, em Cotia, na Região Metropolitana. O corpo foi encontrado totalmente carbonizado, na manhã do último domingo (25), escondido dentro de um carrinho de supermercado, debaixo de uma passarela, no bairro Jardim Josemar, local que fica em frente a uma escola pública.

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Segundo os investigadores, ela foi vítima de uma emboscada armada por uma outra mulher, numa trama que envolve drogas, sexo e vingança.

 

A investigação levantou que Aline foi assassinada a mando de Michele Andrade Ferraz, mulher que teria descoberto que a ex-modelo, dependente química, estaria transando com seu marido em troca de drogas. E o crime conta com a participação de, pelo menos, outras duas pessoas.

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Segundo a Delegacia Central de Cotia, Aline foi atraída ao local do crime, uma casa de shows abandonada, por uma mulher trans, identificada apenas como Júlia até agora. Lá, teria sido morta, enforcada com um fio ou cadarço de tênis. Em seguida, um sofá foi jogado por cima da vítima e o corpo foi incendiado.

Um terceiro suspeito de participação no crime, Igor Santos de Morais, teria sido o responsável por ocultar o cadáver, levando-o até o viaduto onde seria achado. Ele foi conduzido à delegacia, nesta terça-feira (28), e disse aos policiais que Michele ofereceu duas pedras de crack para que ele sumisse com os restos mortais. Segundo ele, ela havia dito que se tratava de um cachorro, mas assumiu que estranhou o peso na sacola.

Principal suspeita de arquitetar o crime, Michele também foi conduzida à delegacia e foi interrogada nesta terça. A mulher trans ainda é procurada. Na casa de shows abandonada, antiga Cotia Hall, a perícia encontrou objetos pessoais de Aline, que foram deixados para trás após sua morte.

Na delegacia, a família da mulher contou aos policiais que a vítima era modelo e chegou a ostentar uma vida confortável, convivendo inclusive com artistas. Tudo teria ido por água abaixo, no entanto, há seis anos, quando começou a se envolver com o vício de drogas. O caso segue em investigação.


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