Foto/Reproducao
Do g1 - A mulher, de 51 anos, esfaqueada 17 vezes pelo companheiro, de 35, enquanto falava com o Samu para socorrê-lo, após uma convulsão, contou que se fingiu de mortapara interromper os golpes. A vítima foi atingida nas costas, socorrida e levada ao hospital, onde permanece internada. O criminoso foi preso preventivamente.
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A tentativa de feminicídio ocorreu na casa de ambos, no bairro Vila Fepasa. Segundo a vítima, o companheiro estava nervoso por ter perdido o emprego, disse que iria embora para Curitiba, onde tentaria arrumar um emprego. Em seguida, ele teve uma convulsão.
A vítima ligou para Samu socorrer o companheiro, mas ele foi à cozinha, pegou uma faca e começou a esfaqueá-la nas costas. A mulher correu para a rua, mas o homem foi atrás dela e continuou desferindo as facadas.
"Eu lembro que ele me esfaqueou mais uma, duas vezes, cai e desmaiei. Quando recuperei a consciência, continuei fingindo que estava morta e ele fugiu", disse a mulher.
Antes de cair de bruços no chão, a vítima gritava por socorro enquanto o homem estava atrás dela a esfaqueando. Na queda, ela bateu a boca, o nariz e perdeu a consciência. "[Me fingi de morta] porque eu não sabia se ele estava ainda de pé [atrás de mim] ou se tinha corrido".
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Caída na rua, a vítima foi vista por vizinhos que acionaram o Samu, enquanto o vigilante fugiu do local. Ela foi socorrida e levada ao hospital, onde permanece internada. "Eu só estou viva por um milagre. [...] Graças a Deus eu escapei, muitas não escapam".
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A vítima contou ter conhecido o homem em meados de 2023, que foi morar com ela há aproximadamente oito meses após receber uma proposta de trabalho no município. " Só aceitei ele vir morar comigo porque eu conheci a família dele".
Ela contou que o relacionamento dos dois era tranquilo e que nunca havia sofrido nenhum tipo de agressão do homem, que tem familiares em Itaóca, mas que trabalhava em Sorocaba, no interior paulista, quando eles se conheceram.
"Nós não éramos casados. Ele veio para cá para trabalhar, não tinha se organizado, foi chamado pela empresa que faz vigilância das escolas e teve que vir rápido, acabou me pedindo para vir morar comigo e eu deixei", finalizou a vítima.