Brasil
‘Nem nos piores pesadelos’: menino de 15 anos contrai leptospirose após ajudar família em alagamento e falece
Guilherme Valentim apresentou os sintomas iniciais na primeira semana após enfrentar o alagamento e sua família demorou a descobrir o diagnóstico.

Publicado em 28/02/2023 16:10

Foto/Reprodução


Um adolescente de 15 anos de idade identificado como Guilherme Valentim faleceu no Pronto-Socorro Central de São GonçaloRio de Janeiro, após permanecer internado por um dia com suspeitas de leptospirose. O garoto ajudou a família a retirar as águas decorrentes de uma forte tempestade que alagou o apartamento onde moravam no início do mês de fevereiro. No local, a vítima residia com a mãe, Andréa Silva, com o pai, Carlos, e com o irmão mais velho, Carlos Henrique, de 17 anos.

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O apartamento da família foi alagado no último dia 11 de fevereiro durante uma forte chuva que atingiu a região. Para evitar a destruições de móveis e documentos pessoais, Guilherme e o pai permaneceram dentro de casa levantando a mobília e retirando o excesso de água. Na mesma semana, Guilherme Valentim apresentou os primeiros sintomas.

Família demorou a descobrir diagnóstico de leptospirose

Em entrevista concedida ao Globo, Andréa confessou que a família não compreendia os sintomas iniciais apresentados por Guilherme Valentim. Inicialmente, a mãe acreditou que o adolescente estivesse com um problema de garganta. Depois, as reações foram análogas às de virose. Por fim, os parentes estavam crentes de que fosse um quadro de dengue, haja vista as dores nas pernas. “Não imaginei que pudesse ser leptospirose. Eu não tinha noção dos sintomas, muito menos que é uma doença que deixa as pessoas intubadas”, lamentou a genitora.

Com o passar dos dias, a vítima foi apresentando febre, enjoo e dor de garganta, até que a família o levou a uma unidade de saúde em 21 de fevereiro. “Ele estava ficando amarelo e com as pernas muito inchadas, não estava conseguindo suportar”, desabafou. No fim das contas, Guilherme Valentim sofreu uma forte hemorragia, culminando em seu óbito. “Fizeram de tudo, mas não conseguiram salvar o meu menino. A doença estava muito rápida e grave”, desabafou a genitora.

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Mãe de vítima de leptospirose desabafa em dor e sofrimento

A genitora de Guilherme Valentim lamentou a tragédia que afligiu a sua família, jamais passando por sua cabeça a possibilidade de perder o filho amado. “Nunca, nem nos meus piores pesadelos achei que passaria por isso. Meu menino, meu camisa 10, Guilherme Valentim partiu. Agora sou mãe de um anjo”, concluiu.


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