Foto/Reprodução
Uma mulher apresentou queixa na polícia contra um padre e seu motorista por participarem de um estupro sobre o qual relatou ter sido vítima em agosto de 2022, no município de Arco Verde, em Pernambuco.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Nesta quarta-feira (31), a personal stylist Sílvia Tavares de Souza foi ao Palácio das Princesas, sede do governo de Pernambuco, para pedir a conclusão do inquérito sobre o seu caso.
Na última terça-feira (30), o padre Airton Freire de Lima, de 66 anos, fundador da Fundação Terra, foi suspenso pela Diocese de Pesqueira, no Agreste do estado nordestino.
O estupro, segundo a mulher, teria sido cometido a mando do padre por um motorista dele, chamado Jailson Leonardo da Silva, de 46 anos.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Sílvia Tavares frequentava retiros espirituais organizados pelo padre Airton desde 2019, na Fazenda Malhada, em Arco Verde, no sertão do estado, e participou de, pelo menos, 25 desses eventos religiosos. Os dois se conheceram depois que ela procurou a ajuda dele para curar uma depressão, segundo informações do g1.
A personal stylist relatou que, em um desses encontros, ela foi convidada pelo padre a ir até uma pequena casa isolada, a qual ela se refere como "casinha", onde ficavam os aposentos do religioso. Foi nesse dia, 18 de agosto de 2022, que o estupro teria acontecido.
Na "casinha" o padre teria pedido para que ela fizesse uma massagem nele e mandou outro homem, o motorista, estuprá-la enquanto ele assistia e se masturbava, segundo a vítima.
"Na hora que Jailson estava me estuprando, o outro [o padre] estava se masturbando. Quando terminou, ele [Airton] simplesmente se levantou, pediu pra tomar banho, eu fui totalmente desorientada, sem saber o que estava acontecendo. Foi a hora que o outro [Jailson] também saiu do banho. Ele [o religioso] pegou no testículo de Jailson e disse 'veja que coisa linda'. Eu disse 'eu vou morrer?'. Ele disse 'não, você não vai morrer, você vai ficar calada'", disse Sílvia.
Ainda segundo Sílvia Tavares, a relação que tinha com padre Airton era de muita proximidade. Ela disse que chamava ele de "padinho" e ele a chamava de "minha princesa". A devoção era tanta que a mulher tatuou na pele o símbolo da Fundação Terra e a frase "Padre Airton: creio em Deus pai".
A Fundação Terra, local onde acontecem os retiros, foi criada pelo padre Airton há 37 anos, no Sertão de Pernambuco. O objetivo era resgatar a cidadania dos moradores da região, que vivam na extrema pobreza. Há, entre a ações desenvolvidas pela ONG, ações sociais e de saúde, além da manutenção de três escolas e duas creches. A fundação também mantém um lar de idosos e casas que recebem crianças e adolescentes em vulnerabilidade social.
O processo corre em segredo de Justiça e é investigado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em conjunto com a Polícia Civil, que receberam a denúncia em novembro e dezembro de 2022, respectivamente.
via Diario de SP
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -