Brasil
Laudo de necrópsia confirma estupro de menina de 2 anos morta; mãe e padrasto estão presos
A menina chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, no dia 26 de janeiro

Publicado em 03/02/2023 19:34

Foto/Reprodução


Do G1 - Foi concluído nesta sexta-feira (3), o laudo de necrópsia do corpo da menina Sophia Jesus Ocampo, que morreu aos 2 anos, em Campo Grande. O documento, emitido pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), apontou que a causa da morte foi por traumatismo na coluna cervical e confirmou o estupro.

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Stephanie de Jesus Da Silva e Christian Campoçano Leitheim, mãe e padrasto da menina, estão presos preventivamente pelos crimes de homicídio qualificado e estupro de vulnerável. O inquérito policial será encaminhado para o Poder Judiciário nesta sexta-feira (3).

Conforme a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), o laudo atesta que a menina sofreu "traumatismo raquimedular em coluna cervical e violência sexual não recente". Sophia chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, no dia 26 de janeiro.

A declaração de óbito de Sophia aponta que a causa da morte foi por um trauma na coluna cervical, que evoluiu para o acúmulo de sangue entre o pulmão e a parede torácica. Sophia chegou a ser atendida em postos de saúde de Campo Grande por 30 vezes antes de morrer.

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Mãe e padastro tiveram a prisão temporária convertida em preventiva — Foto: Redes sociais

Mãe e padastro tiveram a prisão temporária convertida em preventiva — Foto: Redes sociais

Caso Sophia

 

Menina apresentava diversos ferimentos pelo corpo — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

Menina apresentava diversos ferimentos pelo corpo — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

A menina chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, no dia 26 de janeiro. O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados pelo pai da menina por maus-tratos, inúmeras denúncias no Conselho Tutelar e a tentativa de conseguir a guarda nos últimos 13 meses, mas que nunca tiveram retorno.

“Teve uma omissão sistêmica, isso aconteceu desde o primeiro atendimento nos postos de saúde, na delegacia quando o pai foi registrar os boletins de ocorrência por maus-tratos e junto ao Conselho Tutelar, que também não cumpriu sua função social”, disse a advogada Janice Andrade.

Segundo as investigações, a criança apresentava sinais de estupro e espancamento. Andrade afirma que os agentes públicos não estavam preparados para resolver o caso da pequena Sophia. “Como que uma criança chega com uma perna quebrada, diversos hematomas e ninguém faz nada? Isso não é normal”.

Criança morreu com dois anos em Campo Grande.  — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Criança morreu com dois anos em Campo Grande. — Foto: Redes Sociais/Reprodução

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