Brasil
Jovem vai do Pará ao sul do Brasil para conhecer namorado da internet e acaba morta com golpes de faca e espadas
A delegada Cristiane Ramos, que investiga o feminicídio, afirma que o crime não tem relação com rituais religiosos

Publicado em 28/03/2023 11:44 - Atualizado em 28/03/2023 11:44

Foto/Reprodução


Do G1 - A mãe da jovem paraense de 21 anos encontrada morta e carbonizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, aguarda a chegada do corpo da filha em Parauapebas, sudeste do Pará. Familiares souberam do falecimento de Laila Vitória Rocha Oliveira no domingo (26) e pedem ajuda para conseguir transportar o corpo para o estado do Pará.

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Francisca da Silva Rocha diz que não queria que a filha viajasse e que no final deste mês de março ela voltaria para a casa, na zona rural de Parauapebas.

"Eu não queria que ela viajasse. Ela disse que ia ficar só 15 dias e ficou mais tempo e não vai voltar viva. Final do mês ela ia voltar para casa. Estava tudo certo. Agora minha filha está morta", disse a mãe da vítima.
"Não sei se vou aguentar. Minha filha saiu daqui viva e vai voltar dentro de um caixão. Não vou aguentar".

Familiares buscam ajuda para fazer o traslado do corpo de Laila, assim como para custear o caixão e outros custos do funeral.

O crime

Segundo a Polícia Civil, André Ávila usou uma faca e espadas para matar a companheira. Depois, ele ainda queimou parcialmente o corpo da vítima em uma lareira.

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Nas redes sociais, André se apresenta como ''Victor Samedi''. Em um dos seus perfis na internet, o homem reúne 35 mil seguidores. Ele diz ser necromante e especialista em trabalhos de magia, como rituais de vingança e quebra de feitiços e demandas.

A delegada Cristiane Ramos, que investiga o feminicídio, afirma que o crime não tem relação com rituais religiosos.

Conforme os registros policiais, André Ávila tem antecedentes. Em 2007, ele foi condenado por triplo homicídio tentado.

Em nota, o advogado Jean Maicon Kruse, que representa André, ''informa que o defendido não praticou os atos a ele imputados na forma que vem sendo estampado em alguns veículos de imprensa local''. A defesa acrescenta que ''nega com veemência que os fatos apurados nas investigações possuam motivações religiosas e ou que a jovem tenha sido mantida em cárcere privado''.


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