Foto/Reprodução
Do Metropoles - O assassinato de uma adolescente de 17 anos chocou a população de Atafona, em São João da Barra, no Norte Fluminense. De acordo com a Polícia Civil do estado, o autor do crime, uma colega de escola da vítima, de 18 anos, confessou o homicídio e também relatou ter tentado canibalismo. ( Comer a vítima )
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O caso aconteceu na última sexta-feira (1º/12). De acordo com a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Madeleine Dikemann, o rapaz não demostrou nenhum arrependimento pelo crime.
O acusado atraiu a jovem para a casa dele com o argumento de que a presentearia com um livro. Além de matar a vítima, o autor também esfaqueou o namorado dela, de apenas 16 anos.
“Ele não demostrou nenhum arrependimento, muito frio. Ele fez questão de narrar todos os detalhes do crime. No fim do depoimento, eu questionei se ele estava arrependido e ele respondeu positivamente, mas a dinâmica corporal dizia o contrário”, disse a delegada.
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Interesses semelhantes, diz delegada
Segundo o depoimento do jovem, os dois tinham interesse sobre histórias de serial killer. Apesar de se conhecerem há algum tempo, eles se tornaram mais próximos somente neste ano, quando começaram a estudar na mesma escola.
De acordo com a polícia, antes de morrer, a menina ainda conseguiu pegar uma faca para tentar se defender, mas o rapaz retirou das mãos dela, quebrou e jogou longe.
“Ele alega que esganou com as mãos, mas pelas fotos que nós temos do local, há a possibilidade de ele ter feito a asfixia através de fio de escova elétrica”, revelou a investigadora.
A adolescente foi morta em um cômodo de uma quitinete que fica nos fundos do terreno da família do jovem. Para tentar ocultar a morte da jovem, o rapaz usou o telefone celular da vítima e, se passando por ela, enviou uma mensagem para o namorado dela, de 16 anos, e também o atraiu para a cena do crime.
Já no local, o adolescente soube da morte da namorada e após entrar em luta corporal com o autor, foi esfaqueado por ele.
Ainda segundo a delegada, a intenção do jovem era acertar a carótida do adolescente, para que ele morresse mais rápido, porém, ele conseguiu se desviar e a facada atingiu a bochecha.
Os gritos do rapaz chamaram a atenção da irmã do acusado. Conforme Dikemann, o jovem ainda teria a convidado a irmã para participar do crime, mas ela se recusou e levou o irmão para a rua, onde ele foi agredido por populares.
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Crime premeditado
Madeleina Dikemann aponta ainda que o crime foi premeditado, através de emboscada. “É réu confesso. Matou a vítima porque tinha intenção de matar alguém e escolheu, infelizmente, essa menina de 17 anos, que era amiga dele”, disse.