Brasil
Influencer evangélico é preso acusado de estuprar três fiéis
As vítimas, duas estudantes de medicina, de 19 e 20 anos, e uma empresária de 24 anos

Publicado em 07/10/2023 11:58

Foto/Reprodução


Fundador de um “movimento” religioso voltado para jovens de Alphaville, bairro rico de Barueri, na Grande São Paulo, o influencer evangélico Victor de Paula Gonçalves, de 27 anos, conhecido como Victor Bonato, foi preso sob suspeita de estuprar três jovens que frequentavam o Galpão, grupo que ele criou há dois anos como “elo entre a pessoa que está perdida e a igreja”.

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As vítimas, duas estudantes de medicina, de 19 e 20 anos, e uma empresária de 24 anos. foram à Delegacia da Mulher de Barueri, em setembro, para denunciar que Victor Bonato usava sua “influência religiosa” para manipulá-las e obrigá-las a ter relações sexuais com ele. A polícia e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontaram risco de fuga do influencer e a Justiça decretou a prisão de Victor no último dia 20.

Segundo o inquérito policial, obtido pelo Metrópoles, os crimes teriam ocorrido entre janeiro de 2021 e agosto deste ano, em diferentes lugares, como a casa de Victor, em Alphaville. Um dia antes do registro feito pelas mulheres na delegacia, o influencer postou um comunicado no Instagram, onde tem 146 mil seguidores, dizendo que precisava se “arrepender profundamente” e que faria um “detox de redes sociais”.

De acordo com o Metrópoles, que teve acesso ao inquérito policial, os crimes teriam ocorrido entre janeiro e setembro deste ano, em diferentes lugares, como a casa do religioso, em Alphaville. Na decisão, o juiz afirma que as três vítimas frequentavam o Galpão, conheceram o pregador “como uma pessoa correta” e “desenvolveram algum grau de amizade” com o acusado, “a ponto de frequentar a casa dele”, até que “ele as abordou com intuito sexual”.

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Ainda segundo a decisão, duas das vítimas “relatam que foram agredidas durante o ato sexual e obrigadas, mediante força, a fazer sexo oral no suspeito”.

“Todas as três vítimas disseram que foram persuadidas a aceitar ato libidinoso ou conjunção carnal, inclusive pela influência exercida pelo suspeito em razão de sua autoridade religiosa como um dos líderes do grupo e pela agressividade dele”, completa o juiz.

Metrópoles


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