Foto/Reprodução
Do G1 - Um bebê de 1 ano e 1 mês teve dois dedos do pé direito decepados após um extintor de incêndio cair sobre o pé dele dentro em uma creche assistencial no Morro do São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo. Ao g1, a mãe de Pedro Santos disse que, após o acidente, as professoras chegaram ao hospital com um saco de gelo e os dedos do filho dentro - o menino segue internado.
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A atendente Daniela Lima, de 26 anos, disse que deixou o filho na creche Tia Edna por volta das 7h10 da última terça-feira (18), deixou a filha na escola ao lado e retornou para casa, mas foi surpreendida com uma ligação depois de aproximadamente de 30 minutos. Por telefone, foi informada de que Pedro havia sofrido um acidente e seria encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
"Acordei meu marido e, quando a gente estava saindo de casa, ligaram falando que ele [Pedro] foi para a Santa Casa. Não imaginava a gravidade do caso. Quando cheguei [ao hospital] vi o desespero do meu filho. Eu não assimilei nada", disse.
Daniela lembrou ter sido informada sobre o ocorrido por um médico, assim que o filho foi levado para cirurgia. O profissional contou que um extintor despencou da parede e atingiu o pé de Pedro, que estava engatinhando. "Arrancou [o dedo], teve dois dedos amputados e o do meio prejudicado. Na sala do berçário tinham dois extintores em uma distância mínima do tatame onde eles ficam brincando".
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A mãe disse que o acidente foi tão grave que dava para ver o osso do pé de Pedro. "O médico ortopedista explicou que meu filho vai ficar internado por tempo indeterminado até a cicatrização do pé. Não tem previsão de alta porque corre risco de pegar infecção, necrosar, [então] vai passar por outra limpeza cirúrgica".
"Graças a Deus meu filho está vivo. O ortopedista falou que, se fosse na cabeça, estaria morto porque teria esmagado a cabeça dele", afirmou.
'Justiça vai ser feita'
De acordo com a mãe, a escola se solidarizou e ofereceu ajuda. "Eles poderiam ter evitado isso antes. Nada do que eles ajudarem, falarem, prestarem alguma solidariedade vai apagar meu dano psicológico, [não] vai apagar o dano físico do meu filho, o sofrimento e tudo que estou vivendo nesse momento".
"Foi meu filho, mas poderia ser o de outra pessoa. Meu filho está vivo, mas poderia estar morto. Deixei ele perfeito e encontrei ele em uma cama do hospital, sem os dedos do pé e passando por uma situação difícil. [...] as providências a gente vai procurar tomar, [mas] valor nenhum no mundo vai ressarcir, suprir e apagar tudo que nos causou", disse.
Ao g1, o jornalista e pai de Pedro, Kleber Santos, de 42 anos, disse que enquanto o filho estiver internado a maior preocupação será com a criança, mas que as responsáveis pela creche já estão cientes de que a 'Justiça vai ser feita'.
"Indenização vai ter que ser dada. Não sei qual valor, mas qualquer valor que seja dado não vai por os dedos de volta no pé do meu filho. É uma marca que toda vez que eu olhar para o pé dele vou me lembrar. É uma marca eterna. A prioridade é meu filho, mas falei para ela [dona da creche] que isso não vai ficar impune, que foi negligência", disse ele.
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Pai disse que esteve na escola após o acidente e que extintores foram retirados do lugar em que estavam dentro de creche em Santos, SP — Foto: Kleber Santos