Brasil
Idoso com mutilação facial causada por câncer de pele fala sobre início da doença: ‘Começou com uma feridinha’
Segundo o ex-trabalhador rural, as manchas começaram a parecer em seu corpo há 20 anos.

Publicado em 25/05/2023 15:42

Foto/Reprodução


Profissão Repórter desta terça-feira (23) expõz os perigos do câncer de pele. Na cidade de Turuçu, no Rio Grande do Sul, a equipe conheceu a história de Breno Jaques, ex-trabalhador rural, que sofre com câncer de pele grave e teve mutilação facial.

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“Deve fazer, mais ou menos, uns 20 anos. (...) Começou com uma feridinha, um sinalzinho”, conta Breno, sobre as primeiras marcas que apareceram em seu corpo.

A equipe mostrou os agrotóxicos usados por Breno durante o plantio do fumo, como ClomazonaFluopicolidaCloridato de PropamocarbeGama-cialotrinaNicosulfuron Sectoxidim, para a doutora em saúde pública e pesquisadora da Friocruz, Karen Friedrich.

“O que a gente vê nesse conjunto de produtos que ele utiliza são produtos cancerígenos, outros menos, e outros que têm, na composição, produtos cancerígenos”, explica a especialista.

“Tem um problema na base de registro, de como é feito o registro de um produto no Brasil, e outros países do mundo, em que, para o registro, eles avaliam somente os testes com os princípios ativos, um princípio ativo muito puro, e aí fazem esses testes em animais de laboratório. E o que o ser humano está exposto, não é o princípio ativo mais puro. Na verdade, são outros componentes dentro do frasco. Aí, o produto que chega na prateleira não passa por todos esses estudos”, completa.

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O Rio Grande do Sul é onde ocorre a maior incidência de câncer de pele do Brasil. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que nos próximos três anos, 23 mil pessoas sejam diagnosticadas tenham a doença no estado.


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