Foto/Reprodução
O Profissão Repórter desta terça-feira (23) expõz os perigos do câncer de pele. Na cidade de Turuçu, no Rio Grande do Sul, a equipe conheceu a história de Breno Jaques, ex-trabalhador rural, que sofre com câncer de pele grave e teve mutilação facial.
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“Deve fazer, mais ou menos, uns 20 anos. (...) Começou com uma feridinha, um sinalzinho”, conta Breno, sobre as primeiras marcas que apareceram em seu corpo.
A equipe mostrou os agrotóxicos usados por Breno durante o plantio do fumo, como Clomazona, Fluopicolida, Cloridato de Propamocarbe, Gama-cialotrina, Nicosulfuron e Sectoxidim, para a doutora em saúde pública e pesquisadora da Friocruz, Karen Friedrich.
“O que a gente vê nesse conjunto de produtos que ele utiliza são produtos cancerígenos, outros menos, e outros que têm, na composição, produtos cancerígenos”, explica a especialista.
“Tem um problema na base de registro, de como é feito o registro de um produto no Brasil, e outros países do mundo, em que, para o registro, eles avaliam somente os testes com os princípios ativos, um princípio ativo muito puro, e aí fazem esses testes em animais de laboratório. E o que o ser humano está exposto, não é o princípio ativo mais puro. Na verdade, são outros componentes dentro do frasco. Aí, o produto que chega na prateleira não passa por todos esses estudos”, completa.
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O Rio Grande do Sul é onde ocorre a maior incidência de câncer de pele do Brasil. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que nos próximos três anos, 23 mil pessoas sejam diagnosticadas tenham a doença no estado.