Acusados pretendiam incendiar corpos e estavam com gasolina
Foto/Reprodução
Do Portal Hojemais.com.br - A Polícia Civil de Araçatuba (SP) prendeu em flagrante neste sábado (14), um homem de 36 anos, acusado de ter planejado e participado dos assassinatos da mãe dele, Magali Cantarani Luz, 61 anos, e do padrasto dele, Lourival Aparecido Poletti, 56.
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O executor do crime seria um homem com o qual o filho do casal havia mantido relacionamento amoroso, ao qual ele confessou ter pago R$ 700,00. Parte do dinheiro foi usado para comprar gasolina que seria usada para incendiar os corpos, que foram encontrados na residência da família, no início da madrugada.
Eles tinham ferimentos na cabeça e foram atacados com golpes de um cabo de machado por parte do homem contratado para fazer o serviço. Quando ainda agonizavam, o filho do casal teria retomado as agressões, causando as mortes.
Caso
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O delegado da DIG/Deic (Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais), José Abonizio, participou das investigações e concedeu entrevista coletiva à imprensa.
De acordo com o que foi informado, foi o próprio filho das vítimas que telefonou para a Polícia Militar, no início da madrugada, informando que havia chegado em casa e encontrado a mãe dele ferida, a caída na garagem da residência, que fica na rua José Xavier Couto, no bairro Primavera.
Após constatar a situação pelo local, os policiais militares comunicaram a Polícia Civil, que foi ao imóvel para iniciar as investigações e acompanhar a perícia. Segundo o delegado, o interior da casa estava revirado, havia muito sangue e houve suspeita de crime passional.
Entretanto, durante a perícia foi encontrado o corpo do padrasto do investigado, escondido dentro do porta-malas de um carro que estava na garagem. Tanto a mulher como como o homem apresentavam lesões na cabeça e no porta-malas havia um cabo de machado.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado e constatou os óbitos no local.
Versões
Ainda de acordo com a polícia, o filho do casal inicialmente alegou que teria ocorrido um roubo. Ele contou que havia saído de casa por volta das 21h30 e pemanecido na praça do bairro Paraíso, em uma pastelaria, até por volta de 1h30.
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Alegou ainda que havia voltado para casa contratando um motorista por aplicativo e quando chegou, abriu o portão, que estava encostado, se deparou com a mãe caída na garagem e acionou a Polícia Militar. Os celulares das vítimas não foram encontrados.
Entretanto, foi constatado que não havia sinais de arrombamento e o portão social da casa estava com a chave pela fechadura no lado de dentro. Após a conclusão da perícia os corpos foram recolhidos pela Funerária Laluce para serem levados para o IML (Instituto Médico Legal) e o filho do casal encaminhado ao plantão policial para o registro da ocorrência.
Confessou
Na delegacia, já pela manhã, ao ser ouvido e diante das envidências já identificadas pela polícia, o investigado acabou confessando ter planejado a morte do padrasto e contratado essa pessoa com quem teria tido um breve relacionamento amoroso há cerca de um mês para cometer os crimes.
A versão dele foi de que durante a ação a situação teria saído de controle, por isso, a mãe dele também foi assassinada. Porém, a polícia acredita que eles já haviam planejado executar as duas vítimas.
Segundo informações do delegado José Abonizio, o filho do casal assassinado nesta madrugada alegou que os pais deles brigavam muito e a mãe dele não aceitaria o fato dele ele ser homossexual.
Ele também não o deixava sair de casa, apesar de a polícia ter apurado que o investigado tinha o hábito de sair para festas e voltar de madrugada. Essa situação teria levado o filho a matar os pais.
Por isso, havia cerca de três semanas que o investigado vinha colocando remédios no suco para eles ingerirem, na tentativa de que sofressem um ataque cardíaco. Entretanto, ele teria percebido que o casal aparentemente ficava apenas dopado.
Há cerca de uma semana o acusado teria planejado a execução e combinado com esse homem que com quem teve relacionamento para cometer os crimes. Segundo o que foi informado à polícia em depoimento, o executor confirmou que recebeu os R$ 700,00 pelo serviço antes da execução.