Foto/Reprodução
Do G1 - O empresário Ricardo Penna Guerreiro, de 46 anos, preso preventivamente após ser denunciado pela ex-esposa, Juliana Rizzo, de 34, por agressão e estupro, enquanto estava dopada por remédios para depressão, já foi condenado a 37 anos e quatro meses de prisão por tentar matar a tiros seis pessoas em uma choperia de Praia Grande, no litoral de São Paulo.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a tentativa de homicídio aconteceu em 2000, quando Ricardo tinha 24 anos. Só em 2019, porém, ele recebeu a sentença - o caso foi julgado após decisão do júri popular.
O juiz havia determinado o cumprimento da pena em regime fechado, mas a defesa do réu conseguiu Junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um habeas corpus que garantiu, até então, que Ricardo respondesse pelo crime em liberdade.
O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, disse que o processo sobre a condenação está em tramitação e não se manifestará.
- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -
O crime
Ricardo e um outro homem armado teriam se desentendido com o grupo formado por seis pessoas e atirado contra elas. Duas foram feridas na ação criminosa que, à época, foi registrada como tentativa de homicídio.
Os disparos foram feitos na Avenida Ayrton Senna da Silva, no bairro Xixová, em frente ao principal e mais movimentado shopping da cidade.
Segundo o documento do TJ-SP, os dois atiradores tentaram matar as vítimas “por motivo fútil e utilizando-se de recurso que dificultou a defesa das vítimas, mediante disparos de arma de fogo”.
Remédios, agressões e estupros
Juliana contou ao g1 ter começado a namorar com Ricardo em 2018, casando-se com ele logo no ano seguinte. As agressões físicas, segundo ela, começaram durante a gestação do filho do casal, também em 2019. "Busquei ajuda [médica, para o tratamento psicológico] logo depois do nascimento dele".
O homem, inclusive, teria cometido os estupros enquanto ela dormia sob o efeito desses remédios. Apesar da situação, ela considera que as medicações foram determinantes na 'mudança de vida'.
"Até então eu estava muito adoecida e fragilizada nessa depressão e nas crises de ansiedade, não conseguia dar o primeiro passo", revelou a mulher, que contou ter fugido da casa de Ricardo, em Praia Grande (SP), apenas em 2021.