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Do FDR - Recentemente, o governo tem tomado medidas para concluir a privatização da Eletrobras e dos Correios. Diante dessa possibilidade, as opiniões sobre os possíveis impactos são divergentes. Entenda o que pode mudar para o brasileiro com a Eletrobras e Correios privatizados.
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Em janeiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro havia destacado que, entre as pautas com prioridade para o Congresso, estão as privatizações da Eletrobras e dos Correios
Ao longo dos meses, o governo tem realizado algumas ações para que a desestatização ocorra. Em maio, o ministro da Economia, Paulo Guedes, alegou que espera “leilões bastante concorridos” para a privatização dessas duas empresas.
O que pode mudar para o brasileiro com a Eletrobras e Correios privatizados?
As duas medidas possuem visões divergentes sobre o impacto à população. Com relação à privatização da Eletrobras, o governo acredita que haverá redução na conta de luz entre 5% e 7% a partir de 2022.
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Conforme o Ministério de Minas e Energia, mediante a MP aprovada pelos deputados, a conta de luz dos consumidores residenciais poderá diminuir em: 5,10% no cenário “conservador”; 6,34% no cenário “base”; e 7,36 no cenário “arrojado”.
Por outro lado, entidades do setor alegam que a conta de luz ficará mais cara. Isto se deve porque os deputados e senadores inseriram no texto medidas que promovem custos a ser arcados pela população.
Mais de 30 entidades indicaram que a medida resultará em alta da energia em, pelo menos, 8% para os pequenos consumidores. Para os grandes consumidores, como a indústria, poderá ter até 15% de elevação. A informação foi apurada pelo blog da Ana Flor, do G1.
com relação à privatização dos Correios, o ministro das Comunicações, Fabio Faria, afirmou que os Correios terão os negócios expandidos no Brasil e exterior — em caso de privatização. A declaração foi feita no dia 2 de agosto, em rede nacional.
Com a desestatização, ele argumentos que os Correios conseguirão “crescer, competir, gerais empregos, desenvolver novas tecnologias, ganhar mais eficiência, agilidade e pontualidade”.
De acordo com o texto aprovado na Câmara, a entrega de encomendas funcionará em regime privado. Por conta disso, a empresa compradora terá liberdade para estabelecer o preço e outras condições para este serviço de entregas.
No entendimento de especialistas ouvidos pelo UOL, a privatização dos Correios poderá ter impactos distintos. Um grupo de analistas acredita que o preço para envio de encomendas não deve aumentar significativamente — devido à concorrência de outras empresas no segmento.
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No entanto, há analistas que acreditam que há chance de aumento no custo do serviço caso os Correios sejam comprados por uma empresa do setor. Neste caso, a compradora passaria a ter uma posição dominante de mercado.