Foto/Reprodução
Do G1 - Depois de mutilar o nariz, orelhas e dentes, o morador de Tatuí, no interior de São Paulo, que já ganhou o título de homem mais tatuado do Brasil em 2014, surpreendeu ao fazer outra modificação corporal extrema. Com um ferro de soldar e sem anestesia, o recordista queimou parte do rosto para formar o desenho de um arranhão.
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Um vídeo gravado por Fernando Franco Oliveira, conhecido como "Caveira" mostra, em detalhes, o resultado do procedimento. Publicada há uma semana, a gravação já acumula mais de 613 mil visualizações.
"Foi bem louco! Passei a fazer essas modificações porque não tenho mais espaço no corpo pras tatuagens e os implantes não param na minha cabeça. Vi a técnica e estudei a anatomia do rosto pra fazer o 'bagulho' no meu estúdio. Eu mesmo fiz! Olha, sou resistente pra dor, mas doeu demais. Não é qualquer um que aguenta", contou Fernando, que é dono de um estúdio de tatuagem em Tatuí.
O tatuador explicou ao g1 que a técnica é denominada escarificação e consiste em queimar parte da epiderme para formar desenhos. No caso dele, o processo foi ainda mais invasivo, já que atingiu o tecido celular subcutâneo - a terceira camada da pele.
Apesar da gravidade, o tatuador revelou que tudo ocorreu conforme o planejado e que pretende realizar o procedimento em outras partes do corpo.
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"A dor é extrema. Tem que ser bem doido pra fazer um negócio assim. Fora isso, foi tranquilo! Tô usando anti-inflamatório e, dessa vez, não fui parar no hospital. Estou satisfeito com o resultado. Ficou daora! É ainda mais legal ver a reação das pessoas", comentou Fernando.
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Morador de Tatuí, no interior de São Paulo, tem 99% do corpo tatuado — Foto: Fernando Franco/Arquivo pessoal
"Tem gente que se assusta, admira, fica curioso e também as 'tiazinhas' que falam: 'Sai pra lá Satanás'. Eu não ligo para as críticas e até gosto das reações", revelou o "Caveira".
Para o tatuador, que se declara como budista, as tatuagens e modificações corporais são apenas expressões artísticas e não têm relação com crenças e religiões. Ele ressalta que, apesar dos julgamentos, não bebe, não fuma ou usa drogas.