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Após acusação de Bolsonaro, Maia pauta MP do auxílio emergencial; Veja o que pode mudar
Na noite de quinta, o presidente disse que não vai haver 13º do Bolsa Família em 2021 porque o parlamentar deixou a medida provisória sobre o assunto caducar. Câmara tem sessão esta sexta.

Publicado em 18/12/2020 11:48

Foto/Reprodução


Por Andrea Sadi - Após Jair Bolsonaro (sem partido) acusar o presidente da Câmara de não votar a 13º parcela do Bolsa Família, Rodrigo Maia (DEM-RJ) reagiu.

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Ao blog, chamou o presidente de “mentiroso” e pautou para esta sexta-feira (18) a medida provisória que prorrogou o Auxílio Emergencial até dezembro, incluindo nela o pagamento do 13º do Bolsa Família em 2020.

"Já que o governo quer o 13º do Bolsa Família, vão poder defender a medida na MP do auxílio”, disse o presidente da Câmara.

Agora, a articulação política do governo trabalha para reverter o cenário e convencer Maia a tirar o item da pauta.

Para o governo, Maia está “retaliando” o presidente, após sua declaração, ao pautar a MP do auxílio. Como não há fonte de financiamento definida para o projeto, o governo quer retirar o tema da pauta e diz que não há acordo com partidos para votar a MP.

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A pauta do MP do Auxílio Emergencial tem sido uma cobrança de partidos de oposição. As siglas querem ampliar o benefício, hoje de R$ 300.

Antes, as parcelas eram de R$ 600 e os partidos de esquerda querem retomar esse valor.

A preocupação da equipe econômica é que a votação da MP abra brecha para uma eventual prorrogação do auxílio em 2021. E o governo terá de “colocar a cara” para dizer que não pode votar, trazendo desgaste político ao presidente Bolsonaro.


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