Investimento
Já existem quase 20 mil criptomoedas: como escolher em qual investir? Saiba
Especialistas do universo cripto pontuam critérios essenciais para seguir na hora de escolher a criptomoeda ideal para você

Publicado em 21/05/2022 23:15 - Atualizado em 21/05/2022 23:15

Foto/Reprodução


Da Exame - Desde a criação do bitcoin, a primeira criptomoeda do mundo, muita coisa mudou no universo da tecnologia blockchain. 13 anos depois, existem quase 20 mil opções de moedas digitais para investir.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

300 x 300

Atualmente em 19.507, de acordo com dados do CoinMarketCap, este número cresce dia após dia.

Com tantas opções, pode ficar difícil escolher qual oferece um projeto seguro, conciso e que se encaixa no seu perfil.

Além da quantidade, há também a variedade: entre as criptomoedas tradicionais, as finanças descentralizadas (DeFi), jogos em blockchain e metaverso são apenas alguns dos setores em que as famosas moedas digitais podem atuar.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Mas na hora de colocar dinheiro em um projeto, é importante ter em mãos todas as informações necessárias para descobrir se aquela criptomoeda é a ideal para você. Por isso, de acordo com Taynaah Reis, CEO da Moeda Semente, é aconselhável pesquisar bastante sobre ela.

 Quer começar no mercado de criptomoedas? Saiba como investir e cuidados a ter

Fazer a leitura do white paper, um documento escrito pelos desenvolvedores que detalha o projeto, é essencial. Além disso, ler documentos relacionados ao plano de negócios e cruzar essas informações com as divulgadas em canais de comunicação como Discord, Twitter e Telegram pode ser importante, de acordo com Taynaah.

Em entrevista à EXAME, a executiva revelou sua lista de perguntas que precisam ser respondidas na hora de confiar em uma criptomoeda:

• As metas parecem realistas?
• A tecnologia utilizada é de código aberto?
• Quais os casos de uso que pretende atender?
• O que outros investidores estão dizendo sobre isso?
• Há alguma bandeira vermelha levantada?
• Qual o roteiro para atualizações e novos recursos?
• Há interoperabilidade entre outras plataformas?
• O time tem expertise de mercado para execução do que foi planejado?
• Quais são os concorrentes?

Para Taynaah, as métricas também são importantes, então procure saber:

- Métricas financeiras
• Qual o modelo econômico utilizado e a distribuição inicial do token?
• Qual o valor total de mercado?
• Qual a liquidez e volume?
• Em quais exchanges ou plataformas o token está listado?
• Possui mecanismos de controle de demanda e oferta?

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

- Métricas on-chain
As métricas on-chain são aquelas que podem ser observadas analisando os dados fornecidos pelo blockchain.

• Contagem de transações.
• Valor da transação.
• Endereços de carteiras digitais ativos.
• Taxas de hash e o valores de processamento.

Já Alexandre Ludolf, diretor de investimentos da QR Asset Management, acredita que o principal é a aplicabilidade do projeto, pois caso ele não tenha nenhum, estará fadado a viver dependente da própria comunidade e seu hype.
“Eu acho que o primeiro critério para escolher um projeto de cripto é que esse projeto tenha, de fato, uma aplicabilidade na resolução de um problema da vida real. Só nesse filtro, já cortamos vários projetos”, disse.

 + Economista indica duas criptomoedas para comprar e fugir da baixa do Bitcoin; Saiba

“Para que servem a shiba, o meme, outras coisas? Há projetos que são muito vinculados ao efeito de comunidade e publicidade. Você dá incentivos para as pessoas virem para o projeto, que às vezes fica grande, mas não tem muita razão de existir além dos incentivos. Isso acontece muito”, explicou Alexandre, citando as criptomoedas inspiradas em memes, como dogecoin e shiba inu, que se apoiaram no meme de um cachorro para conquistar a devoção de investidores. Entre eles, está o bilionário Elon Musk, defensor da criptomoeda dogecoin e apelidado de “Dogefather”.

“Passando da camada da aplicabilidade, eu acho que a gente também tem que pensar em cenário econômico”, acrescentou Alexandre, explicando que “nem todos os projetos de cripto são iguais”.

“Alguns são mais sensíveis – por exemplo, ao ciclo de crédito ou ciclo de aperto de juros. Outros são projetos que têm até uma antifragilidade, podendo preservar mais valor em momentos de maiores adversidades”, afirmou à EXAME.

Responsável por alguns dos maiores ETFs de criptoativos do Brasil, a QR Asset Management lida com a seleção dos melhores ativos para compor seus índices. Com a intenção de oferecer segurança e rentabilidade ao investidor que escolhe os fundos de investimento como sua modalidade de investimento nas criptomoedas, os critérios de escolha são muito importantes para a empresa.

Em um momento de queda generalizada do mercado, Alexandre pontua que “o importante é ter um horizonte de investimento mais longo”. E sua recomendação para a pessoa que tem um investimento de horizonte mais curto, seria “estar em um projeto de maior qualidade e liquidez”.

“Nós tivemos um movimento bastante forte nos mercados que está tendo um impacto por conta de juros. Para quem puder esperar alguns anos, é hora de ir às compras. Há projetos interessantes por um preço que eu acho, agora, muito mais racional”, concluiu.


COMPARTILHAR NO WHATSAPP