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Fim do Fiat Uno: entenda o que isso significa para a indústria automotiva
Quem nunca viu um Uno com uma escada em cima rodando pela cidade?

Publicado em 14/01/2022 11:12

Foto/Reprodução


A Fiat anunciou, no fim de 2021, o fim da produção do Uno no Brasil. Com 37 anos de história o carro vendeu, de acordo com a montadora, 4.379.356. Famoso por ser um carro barato e econômico, ele era conhecido por ser o carro da firma.

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Quem nunca viu um Uno com uma escada em cima rodando pela cidade?

Mais do que um carro que terá sua produção encerrada, para especialistas no setor automotivo o fim do Uno representa uma mudança que vem se consolidando no mercado há anos: não há mais espaço para os carros pequenos. 

“Suverização” do mercado 

Para se ter uma ideia de como o perfil de modelos de carros adquiridos pelos consumidores mudou, segundo a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) o Jeep Renegade foi o terceiro carro mais vendido em 2021 com 73.913 unidades. Já a última geração do Uno não consta nem na lista dos 20 primeiros.

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O diretor da VC One Flavio Vasques acredita que o mercado de veículos hoje esteja passando por uma priorização das SUV, carros maiores, mais seguros e confortáveis, o que ele chama de “suveirização” e que os carros mais antigos vão sofrer mais para se adaptar às normas de segurança cada vez mais exigentes.

“A substituição dos veículos quarentões, como o Uno, que a cada ano custam mais para se adaptar às normas de segurança e de poluentes é a tendência. O foco agora é produção de carro de pessoa física e não de firma e as SUV arredondadas e com plataforma global acaba sendo uma opção melhor”, diz. 

Valor de revenda

Outro ponto que sempre é motivo de atenção para quem quer adquirir um carro novo é o seu potencial de revenda.

Foi-se o tempo em que os carros mais baratos e sem opcionais eram bons negócios nesse sentido.

Para o CEO da Papa Recall, aplicativo de organização de frotas veiculares, o mercado hoje está em um patamar superior para quem quer negociar o carro depois de  vários anos de uso.  

“Quando o carro popular tinha que custar até US$ 7.200, o proprietário de um Uno Mille básico sabia que andava em cima de um cheque, pois aquele carro tinha um alto valor de revenda. Hoje, o cheque não é mais usado e o carro “pé duro” também não. É insuficiente um carro ter apenas ar condicionado e trio elétrico, com alarme, vidro e travas, para ser bom de revenda. O ideal é ter câmera de ré, sensores de estacionamento e central multimídia com conexão ao smartphone entre outros opcionais”, acredita.

Do Isto É Dinheiro

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